Na psicologia, pra aqueles que não sabem, gosto de uma parte muito polemica, pelo menos entre as pessoas mais próximas. Sim, eu gosto de Comportamental. Sim, eu gosto da liberdade também. Uma coisa não vai contra a outra. Apesar desse, talvez, antagonismo já ter me tirado o sono a tempos atrás. Tudo isso suscitado por uma simples pergunta viradora de mundos - Como se pode ser Anarquista e Comportamental ao mesmo tempo?
Dizem que eu estou mudando, e acho que tem um fundo de verdade nisso. Só não sei se essa verdade está onde buscam encontra-la. Estou um pouco cansada da pesquisa básica? é verdade, mas cada vez mais instigada como se poderia pensar o mundo sobre uma ótica diversa das que são apresentadas no curso. Ver um pouco como funciona a clinica comportamental, está me dando novas possibilidades, está me atraindo bastante.
São tantos preconceitos, tanta falta de dialogo (ta(r)...nem sempre!). Eu sei que já fui assim, e por isso hoje devo parecer mais flexível com outras formas de pensar e por isso parecer que estou acatando ou mudando. Os dois últimos semestres foram terríveis, tudo que tinha na faculdade remetia a coisas que não faziam o menor sentido pra mim. Agora, as matérias não estão muito diferentes, mas eu estou (pelo menos um pouco). Consigo ver coisas tão parecidas com nomes diferentes. Outras sem paralelos, mas, agora, tenho tentado enxergar a lógica dentro da própria teoria.
Não entendo. Não enxergo sentido nas mais comuns criticas que fazem aos Comportamentais ou a teoria (criticas que muitas vezes misturam e/ou confundem as duas instancias). Compreendo, às vezes, ‘o como’ elas foram formadas, mas não vejo sentido nelas.
Fica, pra mim, a pergunta: Eu entendo tudo errado?
Acho que não, mas ainda vou conseguir explicar de forma clara como eu enxergo e por que não acho que Comportamental seja esse bicho-papão-de-sete-cabeças-que-cospe-fogo.
Tenho, sim, algumas criticas a teoria. E fico feliz de estar conseguindo olhar um pouco mais criticamente para o que aprendo e para o que vejo ao redor. Mas ainda assim, a maioria dessas criticas tem como alvo os Comportamentais e não a Teoria em si.
Há 7 anos
17 comentários:
Veste a carapuça, não...
... mas, sabe com é, a mudança é inevitável.
ah, procura um analista.
brincadeira, tá mais que certa, a gente já conversou muito disso (mesmo não sabendo bem em que ponto tá hoje em dia). mas bem que na verdade você sempre teve essa conversa de todas são boas e podem conviver bem sendo que no fundo é uma comportamental fundamentalista enrustida ou disfarçada.
e já que você tocou no assunto, quando vai fazer uma festinha nerd na sua casa nova?
Pois eh Luana, eu já tentei ser um behaviorista. Pensei em contar aqui as razões da desistência, mas não... seriam palavras fora do lugar...
Enfim, se você conseguiu resolver o antagonismo, me conta, pois seria impressionante! Agora se resolveu conviver com ele, legal, isso torna a coisa toda bem dialógica (ou dialética), rsrsrs. Quem sabe daí não emerge uma novidade insuspeitável?
Um beijo,
Danilo
Lu Flor, agora falando sério sobre o assunto (pela primeira vez...rs):
Procure não se atordoar pra valer com nossas brincadeiras e pressões. Você é alguém fantasticamente sensível, perceptiva, inteligente em vários sentidos. E por isso está se permitindo experimentar as coisas sem pressa, saber do que gosta, definir-se num vagar, a seu tempo. As pressões nos fazem mal, a bem da verdade. O Behaviourismo tem coisas muito interessantes, que às vezes nos esquecemos, e pode ser que seja o seu caminho, por que não? Não é mesmo? Pode ser feliz nesse lugar. Mas se um dia perceber que não é seu caminho, nada terá sido desperdiçado, isso é bobagem. Agradeço sempre por eu ter tido um contato tão intenso com a Etologia: me fez um não-etólogo bem melhor e mais consciente de que meu caminho era outro, e guardo para sempre ensinamentos valiosos que aprendi com César Ades, que me foram inesquecíveis.
Lu, ainda tenho muitas dúvidas, que só vc pode me ajudar, e que em meio aquelas brincadeiras todas não pude solucionar... mas o que vc me disse faz muito sentido para mim e me ajudou a ver que existe algo além do que a pura extinção de um comportamento indesejado, como nossos professores teimam em dizer... ia procurar o Roberto, viu Renato, mas não consegui... hehehe
Bjos
Oi gente... olha, na verdade, eu não me incomodo com as brincadeiras não viu. algumas até me fazem pensar. É inevitavel.
Andre, larga mão, que eu estou bem menos fundamentalista....
Sabe Lu, o meu medo é exatamente ter escolhido cedo demais. Mas agora acho que dei uma desacelerada.
Mas, é verdade, nenhuma estrada é sem volta. E, no momento, se esse é ou não o meu caminho não importa tanto. E sei que a gente aproveita, não joga tudo fora. Tenho meus 2 anos e meio de Quimica pra me mostrar isso.
Bem, tiro quantas duvidas vc quiser carol, até por que assim eu vejo de entendo melhor esse treco.
Danilo, não resolvi não aquela questão. Mas tb não simplismente aceitei a incoerencia. Estou em processo de compreender. Um dia te conto, quem sabe, se eu descobrir....
um beijo pra todos vcs!!!!
Não acho que voce escolheu cedo demais, pq no fundo voce não escolheu nada ainda! Apenas está se entregando apaixonadamente (e temporariamente, talvez) a um caminho. É a melhor forma de aprender, na verdade. O Eduardo Caron uma vez disse que eu "aproveitei os estudos" porque me entreguei apaixonamente à área Experimental, nos primeiros anos, e depois à Psicanálise, nos últimos. Não sei se ele tava certo sobre eu ter "aproveitado bem os estudos" (achei a frase engraçada), só sei que o melhor caminho é esse, Lu: ame e dê vexame!!!! rs. Se precisar, depois des-ame! Você também pode ser caleidoscópica a seu tempo...rs
Sinto-me um pouco como o Danilo, qualquer palavra aqui seria fora de lugar...
Esse post rendeu , hein!!
Só mais um comentariozinho pra não perder o momento: Luana, o uso do significante "compreender", por você nesse comentário já é sinal de que as coisas tendem a ir para um bom caminho... ainda bem que não saiu 'explicar', né? (rsrs)
Tudo bem... depois eu explico...
Hahahahaha. Muito boa, Danilo!
Ei, Luana Flor, caminhei um pouco na compreensão daquela omissão, viu?
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