domingo, maio 15, 2005

Bússolas, Relógios....Pequenos objetos, Grandes prisões

Me sinto no meio do caminho: nem lá, nem cá.
Ainda não fui, mas parece que já cheguei lá. Ou será que fui mas não cheguei ainda (fui da onde? cheguei a onde?). É....é assim que tenho me sentido, meio confusa...a melhor palavra é desnorteada Muito estranho. Mas um estranho bom. Uma bússola que não sabe pra onde apontar e fica alternando entre extremos. Apontando, insegura, para uma direção....o norte agora é sul.
- vou pra casa (da minha mãe?)
- vou pra (minha?) casa
- vou pra casa (mas que casa?)
Esse estranhamento passará, mas estou aproveitando cada momento dele, quero me lembrar como é se sentir assim.

Mas encontrei em um parque uma tranquilidade (em uma graminha!!!), alguns momentos em que não importava mais a bússola. Se livrar da bússola é tão necessário quanto se livrar do relógio.

3 comentários:

Danilo SG disse...

Realmente, sair de casa é algo muito confuso. Ainda sinto isso quando saio de férias e volto pra 'casa' de meus pais - que eles insistem em dizer que é minha também. Na verdade, acho que ainda não consegui romper com esse estranhamento.

Anônimo disse...

Eu disse uma vez (não sei se se lembra) que nunca sabemos onde é a nossa casa... Me chamou a atenção o modo como você recebeu o comentário. Agora entendo... Seja feliz por aí!

Anônimo disse...

Que maravilha que achou uma graminha também!!! Mas acho q concordo um pouco com o Renato, nunca sabemos ao certo onde é nossa casa... mas o Moura disse, aula passada, que nossa casa é o lugar onde nos sentimos bem e prontos para crescer, hospitalidade... bom, foi uma aula fantástica, mais uma, onde abordou um pouco sobre isso...
Bom, espero que as coisas fiquem prontas logo para eu poder ir visitar sua nova casa e conhecer seu tapete e seu sofá!
Bjos