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sábado, fevereiro 23, 2008

Caixinha de música

Tem horas que dá aquela vontade de pegar todas as pequenas joias que quardei para um dia usar em momentos especiais e coloca-las dentro de uma caixinha cheia de divisões. Juntar as menorzinas, as de uma cor só, aquelas coloridinhas, a que falta uma pedrinha. Organiza-las todas, cada uma no seu lugar, mudar de idéia e reagrupa-las de uma nova forma, sonhar com aqueles momentos de novo e de uma outra maneira. Deixar cada um guardado na caixinha, assim eles não fugirão de mim

sexta-feira, novembro 30, 2007

Constatação

Apesar do que dizem por ai, eu e os pombos que estudava temos sim algo em comum: vivemos de migalhas.

terça-feira, junho 12, 2007

Alguns cacos deixados pra trás

Fui olhar nos rascunhos do meu blog e achei muitas coisas de muitos tempos diferentes que nunca publiquei. E, pasmem, muitas delas, de algum modo, ainda dizem algo de mim. Resolvi junta-las aqui e tira-las do armário... não sei bem pra que.

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Tive uma noite agoniada, sabe aqueles sonhos, que parecem só em filmes, onde a personagem fica gritando pra acordar. Pois é, o que sonhei não importa, o que ficou dele foi a agonia de querer acordar e a certeza, no sonho, de que tudo era, de fato, real.

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Todas as manhãs a mesma coisa. Acordar sob o véu dos mesmos pensamentos, aqueles que na hora de dormir também apareceram pra assombrar. Perguntas, perguntas e mais perguntas. (silencio)

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Como ser ajudada se eu não consigo gritar
e se grito, não consigo ouvir.

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Ler Jornal, Ver jornal, saber das noticias do mundo! Isso é tão falso, pra que ver jornal? Uma ilusão...

terça-feira, junho 05, 2007

Em apenas 3 segundos

Ficava olhando o tempo passar, minuto a minuto, mas nada do telefone tocar. Um aperto dentro do peito: será que era assim apenas desse lado da linha? Tudo truncado (e silencioso), se antes cabiam muitos anos em um ano, agora alguns dias parecem ocupar os 365 dias do ano. E nada. O telefone continuava desafiadoramente mudo. Se perguntava por quanto tempo ainda iria se importar, mas agora se importava. Levantou, tomou um banho e saiu atrás dos barulhos da rua, buscando que eles calassem o silencio do telefone.

terça-feira, outubro 24, 2006

Ele chegou, eu já dormia. Aqueles pés gelado pedindo por calor, já jogado na cama, sua perna roçava na minha, eu ainda em sonho, tentava aquecer aquele corpo ao lado. A mão dele passava pelo meu corpo, até chegar no pequeno. Lá um grande susto, uma grande felicidade, mexia como nunca, nunca antes.... partes inteiras do seu corpinho em formação eram sentidas, não apenas espasmos, chutinhos. Ele tentava me acordar, mas eu me mantinha sonhando, muitos beijinhos, aquele sorriso aberto (encantado). To sem sono.....Eu to vendo! Já sentia os seus pés aquecidos...e dizia....pode ficar com mão ai, fica.... aqueles movimentos eram para o pai sentir e a mãe sonhar.

terça-feira, julho 25, 2006

O ir e vir

Não escrevo mais aqui, por que parece me faltar um brilho no fundo dos olhos. Um brilho repentinamente perdido. Ao acreditar novamente na magia, uma bem mais real, me perdi em mim mesma. Como sempre, o pano cai novamente. Encarar. Tenho em tanto o que pensar agora, decisões pra vida, como é e será a vida.
Cansa o descer e subir da gangorra, cansa o estar sempre tentando ficar o máximo bem, mas cada vez mais o muito não é o bastante.

terça-feira, maio 02, 2006

Caminhar só, isso é o que fazemos, mesmo quando estamos acompanhados somos apenas duas pessoas que caminham só. Juntas, seguindo o mesmo caminho, mas ainda sozinhas, sem saber onde ele vai dar.
Ombro com ombro, rostos virados para os opostos.... são tão parecidos os dois pólos.

segunda-feira, abril 24, 2006

Experimento o sapato, mas não cabe, quer dizer...parece caber, mas no primeiro, no segundo, no terceiro passo, tropeço. Quase caio. Uma quase queda, pior do que a dor de cair com a cara direto no chão. Troquei os tênis pelas sandálias. Será mais uma troca de personalidade? Prefiro pensar em uma agregação de novas formas. Corro com as minhas sandálias, perdida no caminhar mas não confusa. Alterno entre o abandono (e desconfiança) e entre uma esperança baseada em coisas boas. Chega. Olho no espelho e não me reconheço, quem é essa que me olha e só me diz insanidades. O limite está perto? De quem? Onde ele é?? O infinito não existe. Quase caio de novo, tropeço em mim mesma. Olho no chão e vejo pequenos papeis prateados brilhando. È bonito. Somos bonitos. Uma beleza que se faz a dois refletida nos confetes prateados estendidos no chão.

quinta-feira, março 16, 2006

Às vezes eu me sinto meio estúpida, sabe? Gastando um monte de energia em algo e na verdade, a minha reação não fará diferença alguma. Algumas coisas simplesmente são. Ilusão de achar que a ansiedade vai mudar o que está por vir.

E às vezes parece que estamos sendo observados de fora, por alguém que sabe que reprovamos naquela matéria, e nos vê indo olhar a lista de notas com uma cara nervosa e esperançosa. Só a gente não sabe, e nada muda se temos esperança ou não. Somos estupidos, mas mesmo assim, apesar de tudo isso, nós continuamos a ter esperança.

quarta-feira, março 15, 2006

A roda da vida

Tudo está cheio. Ao meu redor só vejo água, pouco ar. Trato de aspirar as poucas bolhas, segura-las dentro do pulmão o maior tempo possivel...
Os dias têm passado como um foguete. Todos os horarios ocupados, e a mente cheia tambem. Alterno entre momentos de fazer, momentos de paralizar para entender o que se passa aqui dentro e, os mais comuns, momentos onde tudo isso fica confuso e misturado. (Às vezes a gente perde o fio da vida, e precisa correr pra alcançar ele)

As aulas estão bem interessantes (ou eu estou aberta a elas). Intervalos corridos, entre eles um almoço gostoso, uma aplicação de teste, uma experimento rodado, uma troca pouco justa (cafe e açucar por uma noite mal dormida) .

A cada dia acredito mais e desejo, que isso passe e que isso, quando passar, nos fortaleça.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Alice...

A vida é muito complicada, chata, as vezes beira o insuportavel. Tanta coisa pra pensar, fazer, querer....tudo isso em uma pressa, correndo pra ter tudo resolvido no dia em que morrrer. Ela estava, a cada dia dormindo menos. Dormia pesado, quando conseguia, tentava sonhar. Mas os sonhos viravam pesadelos, algo como o mundo de Alice.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

As cores da morte

Eu vi você morrer, ali, bem na minha frente. Encarei o inevitável. Nada a ser feito, a não ser olhar e sentir. O filme que passou nos meus olhos não foi o da sua vida, nem o da minha, mas sim da vida que não tivemos. Tudo ficou escuro, tudo ficou turvo, por que o que vamos viver ainda não foi vivido por nós.
Enquanto as lagrimas davam cor a tudo que me atravessava, senti seus braços me tocando, minha cabeça no seu peito. Seus olhinhos assustados com meus olhos molhados e com meus soluços repentinos. Chorei por que vi que somos muito mais do que sonhamos.
Na eminência da sua morte, me foi permitido sentir por apenas uma fração de segundos (pois clareza tão grande não pode ser suportada por mais tempo que isso) tudo o que você é na minha vida, algo impossível de descrever, mas ali, te vendo morrer, eu pude, em sua plenitude, sentir.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Imobilidade Dinâmica

Tem momentos em que a vida nos arrasta como um cavalo arrasta um peso morto por um deserto de terra.
Aquela poeira subindo, vontade de fechar os olhos, mas abro. Vou sentindo a vermelhidão tomar conta dos meus olhos verdes. Dói. Uma dor seca, a vácuo. Chega - eu grito. Mas o som se perde no cheiro desértico da poeira vermelha.
Cansei se me sentir assim, parece que se esse cavalo, de uma hora pra outra, resolver parar, eu vou preferir ficar lá, parada, na mesma posição em que for deixada. Sem forças pra sentir, sem forças pra chorar.
A imobilidade.



Basquiat


Poema de Natal
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Arte Culinária

Tem sempre aquele primeiro bolo, o bolo mais gostoso que você já comeu e que vai se tornar o seu preferido muito em breve. O prazer gerado por daquele primeiro pedaço do primeiro bolo nunca vai se comparar com nenhum outro comido posteriormente. Ele sempre vai ser ‘o’ mais saboroso, não terá aquele sutil, mas existente, desequilíbrio dos ingredientes como todos os bolos posteriores parecerão ter. Cada bolo será feito na esperança de se saborear outro igual aquele primeiro. Não se tem à pretensão de que ele fique melhor, basta estar igual ao primeiro.
Isso me parece uma investida culinária fadada à infelicidade.
Lembro quando li no Amor nos Tempos do Cólera uma passagem que me chamou muita atenção, ela dizia que o tempo engana os sentidos fazendo o passado pareça muito melhor do que ele foi. Quando comentei isso pela primeira vez me disseram – Que bom que você sabe disso – pois é, um risco de estar sempre a procura de um ideal que, é sabido, nunca será atingido.
Essa inconformidade com o presente faz aflorar uma conformidade com o passado, uma espécie de reformismo, um conservadorismo cego. Não se busca a construção de algo diferente, de novas possibilidades.
Gostoso é quando se volta o inconformismo com o presente para a criação de algo novo, com gosto diferente, mas ainda assim bom, no futuro. Reinventar os bolos, isso sim é a arte culinária.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Cheiro de Veludo

Quando morei aqui da outra vez era pequena de tudo, mas comecei um caso de amor com essa cidade. Fui embora, um hiato de 6 anos, mas sempre aquela voz gasguita pedia repetidamente a mãe para voltar.
Nesses seis anos estive por essas bandas duas vezes, já bem perto de voltar a morar aqui, me chamava a atenção o cheiro dessa cidade. Um cheiro aveludado, que com toda a saudade nem parecia poluição.
Aquele frio, aquela secura úmida de neblina. As pessoas na rua pareciam tão diferentes, em uma sintonia bem distinta da minha, ou da que eu estava acostumada. Aquela cidade onde fui feliz. Aquele cheiro de felicidade e novidade. Cheiro de retorno.
O meu primeiro mês aqui foi repleto desse cheiro, me sentia a beira de um futuro novo, um momento de recomeço. Um cheiro de expectativa e saudade, agora de João e suas Pessoas. Um mês sem muito contato com os paulista, me restava apenas a cidade. Seus cinemas, seu cheiro de chuva sempre as seis da tarde.
Onde iria estudar, onde iria trabalhar... ai aquele cheiro de veludo dos primeiros dias na escola...
O tempo foi passando, cada dia aquele cheiro ia me impregnando, ate que passei a fazer parte dele e não mais senti-lo.
As padarias daqui não tem mais aquele cheiro de café com sonho especial, agora as ruas e suas pessoas são só uma rua com pessoas, as vezes encasacadas, as vezes se escondendo atrás de um guarda chuva e o veludo se tornou uma poluição avermelhada quando ainda imagino senti-lo...

terça-feira, setembro 13, 2005

Enquanto ele dormia...

Ele dorme no quarto, ressonando alto a cada respiro com breves intervalos de silencio. A musica na sala, acabou. Sentada no sofá ela pensa como é bom lavar a própria casa, as mãos geladas e ressecadas dos vários produtos de limpeza que usou na cozinha. Aquele cheiro indefinido, normalmente ruim, de chão lavado impregnado no pé. Estes também gelados. Ela já tirou, assim que o silencio começou, as pelinhas secas de bolhas formadas na sola do pé. Um prazer quase orgasmatico.
Contempla o silencio, contempla a sala. Contempla ele lá deitado sem precisar levantar do sofá. Ele está lá. Hoje ele fez comida e ela comeu com prazer.
Ela continua esperando, esperando o chão secar, para novamente colocar todas as coisas nos devidos lugares. Degusta esse momento onde tudo ocupa um lugar novo. Inclusive os sons, agora vários pássaros - sim, pássaros em São Paulo - ocupam fragmentos do silencio.
Ela, na mesma posição, escuta o seu próprio respirar, procura dentro de si um lamento, algo que a perturbe. Mas naquela tarde teve a comida, o beijo, sua casa. Naquele momento não cabiam lamentos. Ela se levantou se sentindo bem e colocou as coisas nos devidos lugares. Ele? bem, ele dorme.

segunda-feira, julho 04, 2005

Resumo, breve e conciso, de alguns pensamentos recentes

Posso ter uma mania de falar muito no lado ruim das coisas, de ser sempre pessimista (um pouco poliana as avessas como diriam alguns).... resmungona e crica, mas no fundo... bem...no fundo sou muitas outras coisas...

Semana complicada essa que eu tive. Achei que ela seria péssima, cansativa e desgastante. Mas não foi bem assim que tudo se passou....

Apesar de muito cansada e sem vontade de fazer os trabalhos, eu consegui fazer tudo o que me propus. Entreguei todos os trabalhos, consegui dormir razoavelmente, vi minha vó no fim de semana passado (que, por acaso, parece ter sido a um século atrás), fui em duas festas juninas (perdi o arraia do seu Roberto, falta quase imperdoável) e desvendei, com muito prazer, mais pedacinhos com saborzinhos muito especiais.

Fazer coisas bobas, do cotidiano, me parece algo muito confortável.... arrumar o quarto, passar pano, fazer um jantar gostoso, ficar perdida na frente da televisão ou lendo um dos quinze livros que estão na fila para serem devorados por mim... poxa, acabo de lembrar que não estou com o livro que gostaria de ler agora... amor nos tempos do cólera.... mas tudo bem...

O mais engraçado é que não quero sumir.... pelo contrario, quero aparecer, reencontrar a minha vida. Fazer as coisas com prazer e calma. Fazia tempo que eu não fazia um trabalho da faculdade com prazer e mesmo corrido consegui isso e busco agora, em todo o trabalho da pesquisa que ainda falta ser feito, o retorno daquela empolgação de se fazer o que gosta, por que se gosta.

Foi toda a minha criquice que me afastou de uma faculdade prazerosa. Foi a minha rigidez em apenas aceitar aquilo que se encaixava 100% com o minha forma de pensar, não compreendendo que não é necessário acatar por completo aquilo que se estuda e aprende. Eu sei, isso é ultra obvio, mas as vezes obvio é o mais difícil de se enxergar nas suas própria ações.

Dançar.... é isso que eu quero.... dançar muito... dançar sem parar, até o meu corpo não sentir mais cansaço... me perder nos giros, nas ondulações, tremer, tremer, trrremer..... sentir toda a vibração e depois fechar os olhos e dormir, um sono tranquilo.... mas em questão de sono.... bem, estou mal acostumada... hoje não vai ser tão facil pegar no sono...

sexta-feira, junho 24, 2005

domingo, junho 19, 2005

Bailinho II - a missão

Mais um bailinho passou, passou e deixou boas sensações.... boas definições. Achava que por esperar bastante, não seria tão bom, mas a verdade é que o bom é apenas ir, estar lá com -pessoas certas - como diria uma amiga, a Carol(ina).
Colorido, penas rosa choque, musica legal, uma festa do caralho!
....não teve chuva, dessa vez, mas fomos pra rua e dançamos iluminados na madrugada.
Semestre que vem (se sobrevivermos a este) terá o Bailinho - o retorno.... enquanto isso a gente vai vivendo, fazendo varias coisas boas e deixando em pendência outras coisas boas.... pra poder fazê-las bem devagarzinho, aos poucos, aproveitando cada instantezinho....
Estava, eu, vestida de mim mesma? Talvez uma Luana mais colorida, ou potencializada.... não sei... não importa....
O que importa é que entre um monte de pessoas sumindo, dormindo, dançando.......o meu olhar sempre acabava encontrando uns olhinhos em especial. Olhos lindos....que dizem tanto.... que eu nem sempre decifro tão bem..... mas que adoro ficar admirando... adoro ficar paquerando.....e adoro ficar namorando....

quarta-feira, junho 15, 2005

Muitas horas boas... uma coisa em comum entre elas....

Horas dentro de horas que aproximam, horas e horas que não limitam pela (in)definição, horas dentro de horas de se fazer as coisas de forma diferente, horas e horas de ter medo, horas e horas de ter 'atos falhos', horas e horas de rir dos medos, horas dentro de horas de sinceridades, horas e horas de estar juntos....juntos...