SILÊNCIO!
Embriaguez perpétua do invisível,
sono letal dos seres e das cousas,
sentinela dos claustros e das lousas,
és a suprema força do Intangível...
Eu sinto a letargia em que tu pousas
de minhalma no dia indefinível...
e repouso no sono indescritível
da solidão contrita em que repousas.
Silêncio eterno. Eterna solidão!
Dor profunda do cérebro de Judas,
fluido bendito do meu coração...
Sinto a tua carícia amargurada
porque tu és a voz das cousas mudas,
glorioso crepúsculo do Nada!
Nilo Tavares
Há 7 anos
3 comentários:
E aí, mudaram ??
Belo poema! Aliás, resolvi criar um blog tb...
A fita estava mofada. Não fez diferença. Para mim, para a gente. Louca essa vida, não é? As árvores e seu raminhos...
...que vêm e vão.
Eu amo você.
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