sábado, maio 07, 2005

Um poema do meu Avô

SILÊNCIO!

Embriaguez perpétua do invisível,
sono letal dos seres e das cousas,
sentinela dos claustros e das lousas,
és a suprema força do Intangível...

Eu sinto a letargia em que tu pousas
de minhalma no dia indefinível...
e repouso no sono indescritível
da solidão contrita em que repousas.

Silêncio eterno. Eterna solidão!
Dor profunda do cérebro de Judas,
fluido bendito do meu coração...

Sinto a tua carícia amargurada
porque tu és a voz das cousas mudas,
glorioso crepúsculo do Nada!

Nilo Tavares

3 comentários:

Monalisa Casa-2 disse...

E aí, mudaram ??

Danilo SG disse...

Belo poema! Aliás, resolvi criar um blog tb...

Anônimo disse...

A fita estava mofada. Não fez diferença. Para mim, para a gente. Louca essa vida, não é? As árvores e seu raminhos...
...que vêm e vão.
Eu amo você.