Mostrando postagens com marcador Citações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Citações. Mostrar todas as postagens

terça-feira, julho 08, 2008

Smother Love

The true romance is the ideal repression, that you seek,
That you dream of, that you look for in the streets,
That you find in the magazines, the cinema, the glossy shops,
And the music spins you round and round looking for the props.
The silken robe, the perfect little ring,
Will gives you the illusion when it doesn't mean a thing,
Step outside into the street and staring from the wall
Is perfection of the happiness that makes you feel so small.
Romance, can you dance? D'you fit the right description?
Do you love me? Do you love me? Do you want me for your own?
Do you love me? Say you need me, say you know that I'm the one,
Tell me I'm your everything, let us build a home.
We can build a house for us, with little ones fellow,
The proof of our normality that justifies tomorrow.
Romance, romance. Do you love me? Say you do,
We can leave the world behind and make it just for two.

Love don't make the world go round, it holds it right in place,
Keeps us thinking love's too pure to see another face.
Love's another skin-trap, another social weapon,
Another way to make men slaves and women at their beckon.
Love's another sterile gift, another shit condition,
That keeps us seeing just the one and others not existing.
Woman is a holy myth, a gift of mans expression,
She's sweet, defenceless, golden-eyed, a gift of gods repression.
If we didn't have these codes for love, of tokens and positions,
We'd find ourselves as lovers still, not tokens of possessions.
It's a natural, it's a romance, without the power and greed,
We can fight to lift the cover if you want to sow and seed.
Do you love me? Do you? Do you? Don't you see they aim to smother
The actual possibilities of seeing all the others?
Do you love me? Do you? Do you? Don't you see they aim to smother
The actual possibilities of seeing all the others?

CRASS

terça-feira, julho 25, 2006

Mais uma canção

Marcelo Camelo e Amarante

"Nada vai mudar entre nós, como eu sei, eu só sei.
Tudo vai permanecer igual, afinal, não há nada a fazer.
Eu não nego, eu me entrego, você é meu grande amor,
e hoje eu vou te dizer "eu te amo”
Eu imploro, eu te adoro, você tem meu coração
a bater pra você mais uma canção."

segunda-feira, abril 10, 2006

Sapatos

Sapato Novo
(Marcelo Camelo)

(...) – bem, como vai você? levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar
poderia até pensar que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até a beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena
Sapato Velho
(Roupa Nova - Mu - Claudio Nucci - Paulinho Tapajós)

Você lembra, lembra
Naquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos
Um jeito de herói
Era mais forte e veloz
Que qualquer mocinho de cowboy
Você lembra, lembra
Eu costumava andar
Bem mais de mil léguas
Pra poder buscar
Flores de maio azuis
E os seus cabelos enfeitar
Água da fonte
Cansei de beber
Pra não envelhecer
Como quisesse
Roubar da manhã
Um lindo por de sol
Hoje, não colho mais
As flores de maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis
É talvez eu seja simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés

quarta-feira, março 08, 2006

Bem, uma musica que me mostraram e que eu gostei muito...


Sentimental

Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante


O quanto eu te falei que isso vai mudar. Motivo eu nunca dei.
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?!!...
Eu disse e nem assim se pôde evitar.


De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão... Pra se perder no abismo que é pensar e sentir.
Ela é mais sentimental que eu !!
Então fica bem... Se eu sofro um pouco mais.

"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."


Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir... e rir.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Imobilidade Dinâmica

Tem momentos em que a vida nos arrasta como um cavalo arrasta um peso morto por um deserto de terra.
Aquela poeira subindo, vontade de fechar os olhos, mas abro. Vou sentindo a vermelhidão tomar conta dos meus olhos verdes. Dói. Uma dor seca, a vácuo. Chega - eu grito. Mas o som se perde no cheiro desértico da poeira vermelha.
Cansei se me sentir assim, parece que se esse cavalo, de uma hora pra outra, resolver parar, eu vou preferir ficar lá, parada, na mesma posição em que for deixada. Sem forças pra sentir, sem forças pra chorar.
A imobilidade.



Basquiat


Poema de Natal
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Casa Pré-Fabricada

Abre os teus armários. Eu estou a te esperar para ver deitar o sol sobre os teus braços castos. Cobre a culpa vã ... até amanhã eu vou ficar e fazer do teu sorriso um abrigo.

Canta que é no canto que eu vou chegar. Canta o teu encanto que é pra me encantar. Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você.Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.

Vale o meu pranto que esse canto em solidão. Nessa espera o mundo gira em linhas tortas. Abre essa janela, a primavera quer entrar pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar. Canto e toco um tanto que é pra te encantar. Canto para mim qualquer coisa assim sobre você que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.


Marcelo Camelo

quarta-feira, outubro 26, 2005

"Cegos que, vendo, não vêem."

Incrível como o Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago, tem haver com os filmes de mortos-vivos. Tem suas diferenças, de angulo em que se conta a historia, talvez.... Mas fiquei com vontade de rever os filmes do Romero, na verdade tem um que eu nem sequer vi. Gostaria que um dia o Ex-humanos desse certo e que conseguíssemos filma-lo.

No fundo (ou nem tão no fundo assim) somos todos cegos!!!

segunda-feira, setembro 26, 2005



"Não preciso nem dizer, porque dá para reparar a léguas: sou feio, tímido e anacrônico. Mas à força de não querer ser assim consegui simular exatamente o contrário."



Memórias de Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Marquez



" Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar. "



O conto da ilha desconhecida, de José Saramago

terça-feira, setembro 06, 2005

Ou isto ou aquilo

Tem dias que a gente acorda como se tivéssemos todo o peso de uma vida inteira nas costas. Aquele medo de 'valeu a pena?'. Pensa, lembra, imagina como seria, pensa mais, cria universos paralelos de possibilidades impossíveis. Pra que? O que importa é o agora e o que o agora se tornará. As vezes só o agora importa. O que poderia ter sido é um ilusão que mais assusta do que conforta. Persegue e consome. Inutilmente. A vida são escolhas. Lembrei de um poema um poema da Cecília Meireles, possivelmente o primeiro escrito que eu me identifiquei fortemente, ainda era pequena de tudo. Bem... essas são coisas que me perturbam sempre, mesmo quando, como agora, não estou sendo perturbadas por elas.


Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo

quinta-feira, junho 30, 2005

Sete Cidades

"Já me acostumei
com a tua voz
Com teu rosto e teu
olhar

Me partiram em dois
E procuro agora o que é
minha metade

Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo
junto ao teu

Meu coração
é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda
os caminhos do mundo

Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo
junto ao meu

Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais

E já me acostumei
com a tua voz
Quando estou contigo
estou em paz

Quando não estás aqui
Meu espirito se perde
Voa Longe
longe"

Legião Urbana

segunda-feira, maio 30, 2005

Interpsico

"DEUS AMA QUEM DÁ COM ALEGRIA"

domingo, maio 08, 2005

Sopro das Perguntas

Sentada, com os meus patins no pé, com apenas um pedacinho de papel em mãos, aproveitando a sensação de estar sozinha.
Sozinha não....com o vento.
Tudo vazio de pessoas, apenas eu enchendo as ruas. Deslizando suavemente, as vezes sendo levada, as vezes indo contra o vento. Notando as nuances do asfalto, as suas mudanças, qual é a camada mais nova, qual parte já está ali a muito tempo e guarda em seu desgaste muitas historias. Sentindo o meu corpo esquentar contrastando com o vento frio desse inverno temporão....fecho os olhos e me sinto bem.
O ar, que antes entrava fácil, deixa de ser suficiente. Preciso de mais ar...mas não porque estou sufocada, mas porque quero poder fazer muito mais...

"Quando lê a borboleta
o que voa escrito em suas asas?

Que letras conhece a abelha
para saber seu itinerário?

E com que cifras vai subtraindo
a formiga seus soldados mortos?

Como se chama os ciclones
quando não tem movimento?"
Pablo Neruda

sábado, maio 07, 2005

Um poema do meu Avô

SILÊNCIO!

Embriaguez perpétua do invisível,
sono letal dos seres e das cousas,
sentinela dos claustros e das lousas,
és a suprema força do Intangível...

Eu sinto a letargia em que tu pousas
de minhalma no dia indefinível...
e repouso no sono indescritível
da solidão contrita em que repousas.

Silêncio eterno. Eterna solidão!
Dor profunda do cérebro de Judas,
fluido bendito do meu coração...

Sinto a tua carícia amargurada
porque tu és a voz das cousas mudas,
glorioso crepúsculo do Nada!

Nilo Tavares

segunda-feira, abril 25, 2005

De você sei quase nada...

"De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso"

domingo, abril 24, 2005

Compreensão

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."
Clarice Lispector