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quarta-feira, julho 30, 2008

[Espanha] "Um anarquista e expropriador de bancos, com muita honra"*

"Um anarquista e expropriador de bancos, com muita honra". Foi desta forma que Jaime Giménez Arbe, mais conhecido midiaticamente como "O Solitário", se descreveu na Audiência Provincial de Navarra, Espanha, nesta terça-feira, 15, onde está sendo julgado.


Arbe, foi detido pela PJ na Figueira da Foz, Portugal, em julho de 2007, era o homem mais procurado na Espanha na época. Além da autoria de vários assaltos, estima-se que roubou 36 agências bancárias, Jaime é acusado do assassinato de dois Guardas Civis espanhóis, um crime que nega ter cometido.


Já sobre os assaltos a bancos, "O Solitário" não recusa a autoria dos delitos, explicando ser um "anarquista, anti-sistema e anti-capitalista" adversário do que descreve como "capitalismo fascista que nos controla".

Os juízes reclamam 52 anos e meio de prisão para Jaime. O caso continua em julgamento.



> Carta aberta de Jaime Giménez Arbe à opinião pública <

Zaragoza, 8 de março de 2008

Sou um rebelde contra o capitalismo, contra a injustiça que supõe a exploração das pessoas por uma casta de "intocáveis" com negócio seguro e apoio explícito e implícito de uma organização mafiosa por excelência, que é o Estado. Acredito justo que a posição montada por banqueiros, políticos, jornalistas, reis, presidentes e descerebrados em geral, deve explodir pelos ares, é necessária justiça com letras maiúsculas. Justiça social, educação, liberdade e princípios éticos. Os bancos são o sintoma, mas a doença é o sistema.

Eu não gosto que me chamem "O Solitário", porque esse nome quem me colocou foi à polícia, meus amigos chamam-me Jaime. Gostaria de esclarecer que em meu caso foram difundidas por parte da polícia muitas mentiras. Por exemplo, quero deixar bem claro que, eu não tenho nada que ver nem com a morte dos guardas civis de Castejón nem com o fogo cruzado de Vall D´Uixo, é algo que a polícia quer julgar-me, sem provas de qualquer tipo, e que nego com integralidade. Tudo o que fiz foi feito com limpeza e educação, pois eu considero que a cortesia não elimina a coragem, e roubar o ladrão é uma obrigação, e expropriar o explorador uma necessidade. Tenho disparado em agentes da polícia, não nego, mas assassino, não, absolutamente nada, eu adoro a vida, a liberdade, a natureza, o amor, a amizade e essas coisas normais nas pessoas normais, mas o dinheiro... isso nunca me interessou.

Com Afeto, Saúde e Anarquia!


> Em 17 de janeiro, 2008 Jaime ingressou provisoriamente no Centro Penitenciário de Zuera (Zaragoza), extraditado temporariamente a Espanha desde a cadeia de Monsanto em Lisboa (Portugal).



*notícia retirada da rede de informação: agência de notícias anarquistas- ana

terça-feira, julho 08, 2008

Smother Love

The true romance is the ideal repression, that you seek,
That you dream of, that you look for in the streets,
That you find in the magazines, the cinema, the glossy shops,
And the music spins you round and round looking for the props.
The silken robe, the perfect little ring,
Will gives you the illusion when it doesn't mean a thing,
Step outside into the street and staring from the wall
Is perfection of the happiness that makes you feel so small.
Romance, can you dance? D'you fit the right description?
Do you love me? Do you love me? Do you want me for your own?
Do you love me? Say you need me, say you know that I'm the one,
Tell me I'm your everything, let us build a home.
We can build a house for us, with little ones fellow,
The proof of our normality that justifies tomorrow.
Romance, romance. Do you love me? Say you do,
We can leave the world behind and make it just for two.

Love don't make the world go round, it holds it right in place,
Keeps us thinking love's too pure to see another face.
Love's another skin-trap, another social weapon,
Another way to make men slaves and women at their beckon.
Love's another sterile gift, another shit condition,
That keeps us seeing just the one and others not existing.
Woman is a holy myth, a gift of mans expression,
She's sweet, defenceless, golden-eyed, a gift of gods repression.
If we didn't have these codes for love, of tokens and positions,
We'd find ourselves as lovers still, not tokens of possessions.
It's a natural, it's a romance, without the power and greed,
We can fight to lift the cover if you want to sow and seed.
Do you love me? Do you? Do you? Don't you see they aim to smother
The actual possibilities of seeing all the others?
Do you love me? Do you? Do you? Don't you see they aim to smother
The actual possibilities of seeing all the others?

CRASS