segunda-feira, agosto 08, 2005

Segunda-Feira

Mais uma vez começou o semestre. Dessa vez tem algo diferente: eu estava lá segunada de manha, sentada na sala, sem (procurar) desculpas pra sair. Bem, cheguei um pouco atrasa, é fato. Mas estive lá enquanto estava na sala. Ouvi as palavras ditas, prestei atençao no seu conteudo.
Diferente nada, sempre assim no começo do semestre. O passado é que foi diferente, tambem sem ferias, o que esperavam de nós, não é?
Bem, nesse ritmo até atras de um caderno, dessa vez uma pra todas, eu fui. Caminhei pela praça do relogio. Frio...parece que vai chover...pelo menos esta mais umido.
Será que meu destino academico está traçado? A bolsa da FAPESP saiu e gosto da pesquisa (mesmo com toda a campanha contra), mas nao gosto de ter tudo isso tão claramente definido desde tão cedo. Sei que nao precisa estar definido, mas parece estar...isso incomoda um pouco (ou muito).

3 comentários:

Carolina disse...

Engraçado esse sentimento que estamos nos esforçando para acreditar, e para que seja realidade, de que esse semestre será melhor. Achei muito curioso como estamos, cada dia mais, com as mesmas questões... ontem, estavamos todos querendo ver no que isso tudo vai dar... meio que definindo mesmo os caminhos, traçando um "plano", para não ficarmos desavisados... estamos é ficando loucos, cada dia mais,e todos juntos...
Abraçoooooooooo :P

Rubis disse...

"Você vai ficando velho conforme vai desistindo de fazer as coisas de outra maneira. Mais e mais entendendo a lógica e entrando nela e desistindo de mudá-la. Coisas ficando mais e mais naturais."
Talvez seja só pra mim essa frase e ela nada tenha a ver com a sua pesquisa...
Anoiteceu e só há uma luz fraca. Ao que parece, existem caminhos por todos os lados. Ou se pode apontar para onde quer que seja. Impossível saber se a escassa iluminação ameniza as excedentes irregularidades. Há sombras. Talvez levem a precipícios, talvez levem a vales, talvez levem longe, talvez não se passe. Distante imaginação de onde se está e se impede, impedindo de sair e de andar.
Beijos

Danilo SG disse...

Como já tinha te falado esta passagem final me despertou sentimentos ambígüos (ao memso tempo feliz, ao mesmo tempo triste). Pensando um pouco mais, e um pouco polianamente, quem sabe as mudanças não possam vir de dentro... ao invés de fora pra dentro - talvez no sentido de uma autofagia tranformadora... "em direção àquilo que se é" (rsrsrs).
Um beijo,