sexta-feira, julho 11, 2008
Qual a cor dos nossos casacos?
Logo me chamou atenção a mãe e filha correndo, todas arrumadas, para entrar no ônibus. A pequena nada mais era do que uma reprodução em miniatura da mãe, com seu casaco rosa ao invés de preto, mas com o mesmo capuz imitando a pele de algum bicho. Ambas com botas longas de camurça por cima de uma calça apertada na mãe e quase vulgar na filha. Subiram satisfeitas por terem alcançado o ônibus e sentaram em uma das últimas filas de cadeiras, justamente atrás de mim. A menina muito animada falava muito, da mãe só se escutava uns Hãhãs claramente por obrigação - afinal deve-se ouvir o que as crianças falam, não é mesmo?.
A garota contava com forte entusiasmo quais eram os seus desejos se fosse presidente ou algo assim, primeiro eu diria para a policia não matar crianças, disse ela me fazendo prestar real atenção ao que dizia, já que entes minha escuta era mais displicente do que da própria mãe. Depois colocaria mais guardas nos parques para impedir que as pessoas jogassem lixo no chão, lembrando dos parques a garotinha de cor de rosa concluiu, construiria mais parques. A mãe grunhiu mais um hahã e eu me levantei - se aproximava o meu ponto - atordoada com o futuro (e com o presente) que vislumbrei ali sentada no ônibus sendo guiada por uma pequena garota cujo casaco ainda era cor de rosa.
Policiais que matam crianças, polícias que matam, mais polícia como solução, uma mãe que não se dá conta dos medos da filha... Bem, ao menos, ainda temos a necessidade de mais parques...
quinta-feira, outubro 18, 2007
Imagens do outro
O tempo vai passando e, muitas vezes, não nos damos conta em que ritmo ela caminha. Vejam meu caso. Outro dia estava estudando para a transferência de um curso a outro, dentro da mesma faculdade, passava dias e noites imersa no que seria, após 5 anos, a minha profissão. Naquele tempo queria entrar na faculdade e sair o mais rápido possível, começar a vida, trabalhar. Já entrei sabendo o que queria fazer....novamente me trancar em um laboratório e pesquisar, pesquisar, pesquisar. Nessa pressa esqueci que estava na graduação e acabei por fazer um mestrado durante ela. Tanto que o assunto se esgotou, eu mudei - ou já era diferente e apenas demorei para perceber. Será que todos demoram para sacar coisas obvias...ou sou eu que sou meio lenta quando se trata de mim mesma?
Bem, não posso falar nada (apesar de já ter dito) da minha prima que quer fazer medicina, para fazer medicina legal (segundo ela nada mais serviria), ou a outra que depois de dois anos tentando medicina (apenas para fazer partos) resolveu se entregar a psicologia (muito mais haver com ela, sob o meu ponto de vista).
Acho que foi ela falando outro dia, durante um jantar de acarajé, instigada pelas novidades e variedades do mundo psi, que me fez parar pra pensar na minha formação. Ela aberta a todas as variedades de formas de pensar com um tom quase ingênuo e eu muito decidida, acabei por não aproveitar essa minha ingenuidade (se é que há tive um dia).
Agora, me dei conta que praticamente sou uma psicóloga formada. Deveria saber versar sobre os mais variados temas da psicologia? Ou saber toda a historia da psicologia social (da behaviorista eu sei)? Bem, sei que o primeiro ano foi a novidade de ter começado, o segundo passei trancada em um laboratório (inclusive feriados, natal e ano novo), o terceiro rezei para que acabasse logo, no quarto comecei a descobrir novas psicologias, no quinto estava criando um filho o que fez com que o tempo passasse mais rápido ainda. Agora com o curso praticamente terminado, sinto que esses cinco anos passaram rápido demais. A faculdade andou em um ritmo e o meu (re)descobrir de mim mesma em um outro bem diferente.
quarta-feira, julho 05, 2006
Celulose
A vida sem celular tem sua graça. Faz quase um mês que perdi o meu celular, acidentalmente, em algum lugar. Ele nem era daqueles cheio de coisas...mas acho que o seu visor colorido, único algo a mais que ele tinha, seduziu quem o encontrou. O fato é que faz quatro semanas que ninguém pode me encontrar quando quer.
Essa parece ser a principal graça, fico indisponível. Nos primeiros dias de orfandade pensei que não sobreviveria (esqueci dos 20 anos que vivi sem celular), pensei que a minha vida seria cheia de desencontros, que não receberia mais convites para nada, que ficaria sabendo de uma emergência dias depois. Mas a verdade é que existe vida sem celular (embora tentem nos convencer do contrario), a única coisa que realmente me fez falta foi a minha agenda... mas nada que voltar a usar uma de papel não resolva, inclusive pode ser até mais charmoso.
Apenas um mês depois realmente sinto falta do celular. Mas sem essa dependência doentia, vou finalmente resolver essa situação. Trocar de operadora, dizer não a todas as vantagem que a antiga oferecer, voltar para o tempo dos pre-pagos, usar um celular usado (que é melhor do que o antigo).
Mas definitivamente lidarei de forma bem diferente com o aparelhinho, por exemplo, deixar desligado quando não quiser dizer Alô para ninguém, dormir com ele desligado..... afinal se alguma coisas urgente acontecer tenho certeza que existem (como sempre existiram) outras formas de me encontrar.
Bem, no fim, aconselho um mês sem celular pra todo mundo!!!
ps. falando de amenidades, pra não falar de coisas que realmente importam
segunda-feira, abril 17, 2006
São tantas coisas acontecendo...
As musicas tem me atingido muito ultimamente. As escuto e logo me remeto a tantas coisas. Parece que elas contam, com uma sutileza invejável, o que se passa com a vida. Lembro quando escrevi que os momentos me roubavam as musicas, bem, parece que vou ter muitas musicas associadas a esse momento de agora. A pena é que muitas delas não são felizes, são melancólicas, de despedida.
Quero sair desse clima, quero me sentir diferente, quero ser uma nova velha lagartixa.
Quero as cores quentes e não frias.
Quero sentir o calor que o invernos vai trazer.
A raiva tem sido algo novo de sentir pra mim, nunca me dei esse direito ( e já tive tantos momentos em que a raiva era o único sentimento possível). Mas me sinto com menos raiva agora, parece que ela está cada dia mais mansa. Só espero que isso não signifique que esteja deixando de ver sentido no que sinto.
Feriados cheios de coisas. Boas. Festas, vestidos, cabelo, unha, sapato....
domingo, abril 09, 2006
Cartas s/ destinatários
Acho que as cartas de hoje, ficarão guardadas, assim como aquelas antigas. Um dia, eu espero, vou olhar para elas e até achar algo divertido naquela Luana pontual que escreveu tudo aquilo.
Bem, talvez as cartas tenham chegado ao seu destinatário no final
sábado, fevereiro 04, 2006
Aprendendo a voar
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Cachoeira
Cresci e decidi por passar alguns aniversários pela cidade em que morava, na maior parte das vezes essa decisão passou mais pelo período letivo da minha escola do que por uma revolta pessoal.
Nos últimos anos voltei a passar em salvador, nesse ano que entrou não vai ser diferente. Essa tem sido uma experiência extremamente gostosa. Estar perto dos meus irmãos, pai, avó, primos.... Sempre no quintal gostoso, com guloseimas, bolas de sopro e música ao vivo. É um momento importante que posso compartilhar com pessoas que estão sempre distante, mas nem por isso são menos importantes na minha vida.
Tenho descoberto que a virada do ano novo é uma outra data importante pra mim. Não assumia isso, tanto que passei sozinha a virada do ano passado (por opção). É um fim de ciclo, mesmo que seja matemático.
Esse ano foi diferente. Regado a muitas velas, barulho de água, no meio da montanha.
Pensar no ano todo que passou é um trabalho muito árduo. Em muitos momentos saboroso, em outros dolorido.
Sinto falta de rituais, ritos que façam sentido. Me sinto como, no caso da felicidade, se tivessem tirado "o sofa e o tapete" das minhas possibilidades de ser feliz. Abri os olhos, não sei pra que, e agora não me sobra nada em que acreditar, tudo parece meio estupido.
Ano vem e ano vai, mas tem anos que vão mais que outros. Esse foi. Nesse eu comecei a ser. O que? Vai saber.
segunda-feira, novembro 07, 2005
Cheiro de Veludo
Nesses seis anos estive por essas bandas duas vezes, já bem perto de voltar a morar aqui, me chamava a atenção o cheiro dessa cidade. Um cheiro aveludado, que com toda a saudade nem parecia poluição.
Aquele frio, aquela secura úmida de neblina. As pessoas na rua pareciam tão diferentes, em uma sintonia bem distinta da minha, ou da que eu estava acostumada. Aquela cidade onde fui feliz. Aquele cheiro de felicidade e novidade. Cheiro de retorno.
O meu primeiro mês aqui foi repleto desse cheiro, me sentia a beira de um futuro novo, um momento de recomeço. Um cheiro de expectativa e saudade, agora de João e suas Pessoas. Um mês sem muito contato com os paulista, me restava apenas a cidade. Seus cinemas, seu cheiro de chuva sempre as seis da tarde.
Onde iria estudar, onde iria trabalhar... ai aquele cheiro de veludo dos primeiros dias na escola...
O tempo foi passando, cada dia aquele cheiro ia me impregnando, ate que passei a fazer parte dele e não mais senti-lo.
As padarias daqui não tem mais aquele cheiro de café com sonho especial, agora as ruas e suas pessoas são só uma rua com pessoas, as vezes encasacadas, as vezes se escondendo atrás de um guarda chuva e o veludo se tornou uma poluição avermelhada quando ainda imagino senti-lo...
domingo, outubro 30, 2005
Mulheres nas ondas

Ouvi falar, certa vez, em um grupo Holandês que fazia abortos seguros em paises onde a pratica era ilegal. Procurei, agora, mais informações sobre eles. Eles, utilizam as leis de navegação, vão com um barco até paises onde o aborto é ilegal, e fazem campanhas de aconselhamento. Entre outras coisas, levam mulheres que querem interromper a gravidez e fazem o aborto dentro do barco em terras internacionais, onde o que vale é a lei Holandesa. Fazem só abortos em mulheres no começo da gestação.
Essa é apenas uma das ações desse grupo, talvez a que chame mais atenção. Eles, também, fazem campanhas de prevenção a gravidez; workshops com médicos do pais; dão suporte, a distancia, a mulheres que precisam fazer o aborto; entre varias outras ações.
Vi lá uma idéia bem interessante, das mulheres vestirem camisas com o escrito "Eu já fiz um Aborto" (até mesmo as que não fizeram poderiam usa-las). Se todas a mulheres que ja fizeram um aborto tirassem essa mordaça de silencio em que se envolveram e são envolvidas tenho certeza que veríamos como é comum e como é necessário não se calar e por em discussão isso.
Lembro de uma capa da veja (ou será Isto é) onde varias mulheres apareciam na capa dizendo que já fizeram um aborto (inclusive tinha uma mãe de uma amiga lá). Elas sofreram tanto por terem se exposto, por terem dito "fiz e estou no meu direito".
Hipocrisia. Enquanto as filhas da classe media e alta fazem em clinicas boas pagando caro, muitas mulheres morrem em fundos de quintal ou de complicações de um aborto mal feito.
Durante a viagem para a Argentina, fiquei impressionada com a quantidade de pixações pro e contra aborto. Pelo menos lá não parece ser tão velado esse conflito. Procurando na internet sites em português sobre isso, fiquei chocada com a quantidade, infinitamente superior, de sites contra o direito de escolha da mulher.
Vontade de fazer alguma coisa, vontade de gritar contra todo esse absurdo.
Cores que se confundem e acabam em tons de cinza, sem contorno, desfocado.
quarta-feira, outubro 26, 2005
"Cegos que, vendo, não vêem."
No fundo (ou nem tão no fundo assim) somos todos cegos!!!
quarta-feira, outubro 05, 2005
Mas, esses dias, não posso me dar ao luxo de ficar perdida entre não-pensamentos em frente a caixa televisiva. O artigo, médicos (ainda no meu check up), visita a escola que vou fazer um trabalho para uma disciplina, reunião do laboratório, faxina no quarto....
Engraçado, tem dia que eu me sinto extremamente vulnerável, não sei por que acontece, mas quando menos espero vem aquela vontade de um carinho especial, uma atenção inesperada, fico estranha, vou me incomodando com coisas que talvez não me incomodariam, e mais estranha fico. Ciclo vicioso e perigoso... mas, ainda bem, não eterno.
No fim de semana ótimas perspectivas... Jogando no quintal com a minha mãe, ir a um show que ele gosta muito. Terei de mexer no artigo no fim de semana, mas isso, espero, passará longe de ser um incomodo.
Por falar em incomodo.... na terça que vem vou perder 50% do meu juízo. finalmente vou me livrar de dois dos meus sisos. Ai vem a recuperação... mas serei mimada pela mãe (tem que aproveitar já que, morando fora, não tenho isso todo dia) e por ele tb, que a cada dia se mostra mais e mais companheiro.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Retratos de um casamento (ou alguns conceitos pre-formados)
A Tiazona com a sua miniatura, em outras palavras, a sua filha. Alvoroçada com o casamento do irmão. Sendo prestativa, correndo de um lado para outro, atrapalhando mais do que ajudando. Corre no meio do altar para arrumar a calda (ou rabo) da noiva, deixando-o mais embolado do que estava. Aquele corpalhão enorme e desengonçado transbordando uma mistura de orgulho com inveja. Depois, na fofocas da recepção, soube que ela era muito legal e dizem as más línguas Feliz.
O Padrinho da marinha e sua noiva topetuda em verde abacate. Exercito, sisudo. Mas na hora da dança, quebrando com o meu (pre)conceito, ele mais parecia um componente do Village People se divertindo muito e sendo muito divertido. Carinhoso com a esposa, que continuava topetuda.
A Mãe da noiva. Rezam as historias retratando ela como a grande bruxa. Sufocante e ditadora. No altar quase não abraça a filha, diferente do pai que, em uma cadeira de rodas, se debulhava em lagrimas.
A Ex-estagiaria. Ficava dizendo a quem quisesse ouvir como agora estava adorando o trabalho. Aprendendo quem deve ser passado na frente de quem, quem é mais importante que quem, o que esconder de quem e o que dizer pras pessoas certas. Pra piorar ainda diz que isso é um ótimo conhecimento "não só pra dentro da empresa, mas pra vida, sabe?"
A menininha. Sozinha sem muitos amigos. Amiga sempre dos amigos da mãe. Que é bem jovem. As outras crianças pareciam estar todas em volta da tiazona em miniatura, que dominava a todos (e ao buquê também, quando ele foi arremessado) e não parecia nem um pouco interessada em tela por perto. No fim acabou dançando Rock`n roll comigo, que acidamente observava a tudo com uma acidez um tanto forçada.
terça-feira, setembro 13, 2005
Teatro
terça-feira, setembro 06, 2005
Ou isto ou aquilo
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo
terça-feira, agosto 30, 2005
Gripe Greve
Era uma casa muito engraçada...
Cartas...de papel, de amor, de saudade...
Adoro escrever cartas, o papel, a letra escrita, manuscrita, a textura... adoro cartas.
Quando cheguei aqui em são paulo escrevia umas 10 cartas por mês, ai fui parando...cada vez enviando menos cartas. Tenho varias escritas e nunca enviadas. No fim...cartas pra mim mesma.
Muito legal deixar registrado, fisicamente, o que se sente.... demonstrar no tremor da letra, no erro da palavra, na rasura da frase a vibração de um momento.
E-mail... facilitam, mas são infinitamente menos marcantes que as cartas....
sábado, agosto 13, 2005
Sinfonia
Fiquei com vontade de ver o maestro de frente, difícil observa-lo de costas o tempo todo. Quando ele virava, um pouco de lado, eu tentava, quase inutilmente, decifrar o seu rosto. Decifrar a musica através dele.
Os músicos, cada um com uma historia, uma vida, vontades. Mas naquele momento cada um faz parte de um todo muito claro, de uma batalha entre notas e tons, graves e agudos. Aquela cadencia ritmada dos instrumentos e corpos. Idas e vinda sincronizadas, parecendo que a musica é quem leva os corpos e não o contrario.
Às vezes dava uma vontade de fechar os olhos, mas assim perdia a musica preenchendo o ar. Sim, parecia que a musica ia ocupando o espaço, ocupando o vácuo.
E depois... bem, depois o silencio.
O silencio era degustado com mais voracidade por ser raro, por ter ficado de fora todos os momentos de cada composição. O melhor silencio é aquele que se segue apos um final grandioso, que se segue ao clímax. Aquele que realça a diferença, o antagonismo. E o prazer é duplo: pela musica e pelo silencio que se segue.
Foi gostoso estar lá. Foi gostoso poder compartilhar isso tudo com alguém especial. Mesmo que, na maior parte do tempo, em silencio.
segunda-feira, agosto 08, 2005
Segunda-Feira
Diferente nada, sempre assim no começo do semestre. O passado é que foi diferente, tambem sem ferias, o que esperavam de nós, não é?
Bem, nesse ritmo até atras de um caderno, dessa vez uma pra todas, eu fui. Caminhei pela praça do relogio. Frio...parece que vai chover...pelo menos esta mais umido.
Será que meu destino academico está traçado? A bolsa da FAPESP saiu e gosto da pesquisa (mesmo com toda a campanha contra), mas nao gosto de ter tudo isso tão claramente definido desde tão cedo. Sei que nao precisa estar definido, mas parece estar...isso incomoda um pouco (ou muito).
sexta-feira, julho 08, 2005
Tic Tac Tic Tac piu piu piu Tic Tac Tic Tac
Esses foram os primeiros dias de ferias, tão esperados e tão rápidos. Bem, recebi poucas notas até agora (isso só tem me importado por que caso não passe, terei de voltar mais cedo da minha viagem). Mas, as que recebi, passei, e foram de duas que tinha medo...
Tenho odiado a sensação de ter que fazer coisas por obrigação. Principalmente aquelas que eu não tenho obrigação nenhuma, que nem se quer dependem de mim. Gosto de fazer as coisas por que elas me dão prazer, e não por que TENHO, DEVO ou sei lá o que.
Me afastei de varias atividades que eu estava envolvida. Toda a discussão sobre o BOCA, não pude e em certa medida não quis participar. Agora um saco se vem pessoas cobrarem a sua presença, se ficam de cara feia por não ter se envolvido. Faço o que faço por que quero e acredito e ponto. Ninguém tem obrigação com ninguém de nada. E é assim que é bom.... Eu tinha saudade de me envolver, e acreditei que o CA poderia ser diferente. E acho que foi, está sendo. Ao mesmo tempo, toda uma politicagem que tem envolta... que droga... toda uma vontade de participar do 'movimento estudantil' por simplesmente ser 'legal' participar dele. As vezes nem se enxerga mais o por que aquilo faz sentido, apenas fica lá martelando o mesmo discurso com a mesma euforia.
Odeio sentir culpa de coisas que sei não ser culpada.
